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Trilha Inca

Trilha Inca 2

A Trilha Inca Clássica é um dos atrativos mais famosos de todo o Peru e com certeza existem ótimos motivos para isso. Esta é a forma mais autêntica e imersiva de se chegar à incrível cidadela Inca de Machu Picchu! Não é um trajeto fácil, mas cada dia nesta caminhada é recompensadora, já que você estará em meio à floresta, passando por diferentes ecossistemas e ainda terá a chance de conhecer sítios arqueológicos que contam muito sobre a cultura Inca e todo seu grandioso legado. Sem dúvidas, sua visita a Machu Picchu será incomparável e você também se transformará depois desta experiência de outro mundo!

O que é a Trilha Inca?

A Trilha Inca é a parte mais bem preservada de uma rede de caminhos que conectava o império Tahuantinsuyo, parte do domínio Inca. Como se sabe, os Incas avançaram sua civilização por inúmeras partes do continente da América do Sul, assim, a também conhecida como Qhapaq Ñan, chegou a cobrir cerca de 30 mil quilômetros, passando não só pelo Peru, como Equador, Colômbia, Bolívia, Chile, Argentina e até mesmo Brasil.

Uma das funções deste caminho era facilitar também o transporte dos oficiais e de membros do exército Inca, além dos alimentos que iam para a Cidade Imperial de Cusco. Ao longo do trajeto encontram-se outros sítios arqueológicos que possuíam funções variadas, como ponto de verificação, controle e descanso para entrada em Machu Picchu, centros cerimoniais, religiosos e residenciais, entre outros. 

O trecho peruano da Trilha Inca que segue em funcionamento até os dias atuais leva a Machu Picchu, a famosa cidadela sagrada Inca e atrativo mais conhecido do Peru, possui 43 quilômetros de comprimento e atrai inúmeros visitantes que desejam ter a experiência autêntica de estar em contato com a natureza e chegar à cidadela tal qual os próprios Incas faziam. 

Como ir para a Trilha Inca

O início da Trilha Inca se dá na cidade de Ollantaytambo, que faz parte do Vale Sagrado dos Incas, mais especificamente o ponto de partida se dá no km 82, na região de Cusco. É importante saber que não é possível realizar a trilha sozinho, desta forma, a maneira de chegar até lá é por meio de tours com agências especializadas. 

Chega-se até o ponto de partida utilizando trem e é importante ressaltar que antes de começar a aventura pela Trilha Inca é imprescindível utilizar o banheiro da base e se organizar com todos os itens essenciais mencionados abaixo!

Clima e Melhor época para visitar

A Trilha Inca está em meio aos Andes, o que torna o local muito marcado por duas estações predominantes, bem como outras cidades que estão nesta região, porém, a Qhapaq Ñan possui algumas particularidades climáticas devido ao trajeto passar em meio à floresta nublada.

As principais estações são a chuvosa, que ocorre durante o verão, entre dezembro e abril, quando as temperaturas são mais elevadas variando entre 15ºC e 5ºC, porém, a chuva se torna mais recorrente, principalmente no período de janeiro a março, quando são mais intensas. 

A outra estação é a seca que se estende ao longo do inverno, nos meses de maio a novembro é considerado o período mais frio do ano e também é quando ocorre a alta temporada de turistas, devido ao tempo firme, com dias ensolarados, que garantem as condições perfeitas para turismo na região e também para realizar a Trilha Inca, entretanto, as temperaturas podem ficar abaixo de 0ºC durante a noite nesta época. 

De tudo, vale considerar, no momento de decidir quando fazer o roteiro, qual é o tipo de experiência que se deseja ter e que durante o mês de fevereiro o atrativo encontra-se fechado. Mas é mais aconselhável realizá-lo durante a estação seca!

Características da Trilha Inca

A Trilha Inca possui duas configurações diferentes de roteiro que variam de acordo com o tempo disponível dentro da viagem e, principalmente, das condições físicas e psicológicas dos visitantes que farão o trajeto. 

As duas principais versões da Trilha Inca são a Clássica, que leva 4 dias e 3 noites passando pelos 43 quilômetros de extensão, saindo de Cusco e indo até a Porta do Sol, em Machu Picchu. A outra versão é a Trilha Inca Curta, com duração de 2 dias e 1 noite, para aqueles que possuem menos tempo ou menos disposição física, mas que ainda desejam vivenciar esta experiência única, esta versão sai de Cusco para Ollantaytambo, onde pega-se um trem até o km 104, onde se dá início à caminhada.

A Trilha Inca passa pela floresta nublada, possui trechos muito íngremes e estreitos, e alcança os 4.200 metros acima do nível do mar, sendo importantíssimo fazer a aclimação correta antes desta atividade. O dia mais difícil da trilha é o segundo no roteiro clássico, quando atinge-se a altitude máxima. Ao longo do percurso são conhecidos diferentes sítios arqueológicos que fizeram parte da cultura Inca.

O atrativo não funciona durante o mês de fevereiro, só recebe 500 pessoas por dia, incluindo membros de equipe de apoio e visitantes e é preciso realizar a reserva com antecedência de, pelo menos, 6 meses.

O que levar para a Trilha Inca

Como esta é uma trilha que demanda alguns dias para sua realização, passando por lugares remotos e condições quase extremas, além da aclimatação apropriada antes de se comprometer com a atividade, existem alguns itens essenciais que não podem ser esquecidos, por exemplo:

- Usar sapatos para trilhas que sejam confortáveis e resistentes;

- É importante vestir-se para enfrentar o frio, mas considere usar roupas em camada, pois o esforço físico também pode gerar calor;

- Cajados de trekking para auxiliar nas partes íngremes da trilha;

- Remédios para “soroche” ou mal de altitude;

- Repelente e proteção solar (protetor, chapéus, óculos, lenços etc);

- Sem sombra de dúvidas, a câmera fotográfica, pois você irá passar por cenários únicos no mundo!

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Principais atrativos da Trilha Inca

Llactapata

Este é o primeiro sítio arqueológico avistado na Trilha Inca, segundo pesquisadores a estrutura teria funcionado como ponto de verificação dos viajantes que desejavam chegar à cidadela de Machu Picchu. A grande história por trás de Llactapata é que esta construção teria sido incendiada por Manco Inca Yupanqui para evitar a perseguição dos colonizadores espanhóis, o que garantiu que Machu Picchu não fosse descoberta por eles. 

Phuyupatamarca

Localizado na parte mais íngreme da Trilha Inca, Phuyupatamarca é uma estrutura Inca que pode ter sido utilizada como centro administrativo e religioso do povo da região. Não à toa o nome do local significa “o lugar acima das nuvens” e oferece uma visão inesquecível das impressionantes montanhas que cercam a trilha. Encontram-se 15 edifícios, praças, canais de água e muitas outras instalações fazem parte deste sítio arqueológico.

Wiñay Wayna

Este é um dos sítios arqueológicos mais bem preservados encontrado ao longo da Trilha Inca. Wiñay Wayna significa “eternamente jovem” no idioma quéchua e está situado entre as estruturas de Phuyupatamarca e Inti Punku, outros destaques da Trilha Inca. Acredita-se que as funções desta estrutura eram agrícolas, devido aos edifícios locais serem cercados por terraços de plantação.

Inti Punku

Este é o ponto de entrada dos trilheiros que chegam da Trilha Inca, chamado de “Puerta del Sol” o local foi planejado para receber a entrada da luz do Sol ao longo do processo de solstício de verão, o que demonstra os fortes saberes sobre astrologia da cultura Inca. A Puerta del Sol garante uma visão linda de Machu Picchu.

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